Veja o que fazer para manter o seu filho bem hidratado nesta época do ano.

19 de novembro de 2013

Crianças e idosos lideram internações por desidratação em São Paulo

  

O calor chegou e com ele a necessidade de beber ainda mais água. Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que a desidratação é responsável pela internação de uma média de 25 pessoas por dia nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS).

Só no primeiro semestre de 2013, foram 4.449 vítimas de desidratação, sendo as crianças de até 4 anos e os idosos os maiores afetados. De acordo com o médico do Ambulatório Médico de Especialidades, Alysson Moraes Souza, a desidratação acontece quando a perda de água corporal não é reposta adequadamente. Entre os principais causadores está a ingestão insuficiente de líquidos, transpiração excessiva, doenças que provoquem vômitos e diarreia e uso de diuréticos.

Abaixo, tudo o que você precisa fazer para evitar a desidratação do seu filho, ainda mais com a chegada dos dias quentes:

Como a desidratação prejudica o organismo?
Em condições normais, a massa corporal concentra grande quantidade de água. Nas crianças, a proporção chega a 70%. Essa abundância é para suprir as reações bioquímicas. Além disso, a água corresponde a 90% da composição do sangue. A diminuição de seu volume provoca queda na pressão arterial e no aporte de oxigênio e nutrientes para as células que, por sua vez, necessitam desses elementos para desempenhar funções vitais.
Quais as consequências mais comuns?
A carência de água prejudica a respiração celular, a transmissão de impulsos nervosos e a contração muscular, inclusive do coração. A perda de sais também é séria. Com menos sódio, o funcionamento do sistema nervoso central fica comprometido; na falta de potássio, surgem arritmias cardíacas; e com pouco cálcio, magnésio e fósforo, a função neuromuscular acaba afetada diretamente. Ou seja, uma desidratação grave pode evoluir para convulsões e parada cardiorrespiratória, entre outras complicações.

Como prevenir a desidratação?
Com medidas simples: amamentação exclusiva até os seis meses de vida, por livre demanda; oferta de água tratada, filtrada ou fervida, várias vezes ao dia; limpeza das caixas d’água; higiene da casa, pessoal e dos utensílios de cozinha; lavagem das mãos, com água e sabão, antes de preparar os alimentos, de amamentar, após a troca de fraldas e o uso do banheiro; refrigeração dos alimentos; e lavagem cuidadosa de verduras e frutas.

As crianças se desidratam mais?
Sim, especialmente os bebês. Como não sabem pedir água, são os que mais sofrem.

O processo é rápido?
Depende da idade, do peso, do distúrbio causador e da quantidade de líquido perdida. Por exemplo: um bebê de 1 mês, excessivamente agasalhado em um dia de calor, pode ficar desidratado em apenas uma hora. Já uma criança de 1 ano que tenha vomitado três vezes e evacuado outras três, estará desidratada em um dia.

Como identificar o problema?
Uma criança desidratada fica abatida, com os olhos fundos, chora bastante sem derramar lágrimas, tem a boca e a língua secas, faz pouco xixi e parece desesperada ao tomar água ou sugar o peito da mãe. Nos bebês, a moleira fica afundada. Diante de dois desses sinais ou no segundo dia de vômito e diarreia, procure o médico o quanto antes.
Fonte Crescer 

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