Sebrae mostra como donos de salão podem tornar negócio mais rentável.

30 de setembro de 2013


Sebrae mostra como donos de salão podem tornar negócio mais rentável
Fazer uma diferença efetiva nos pequenos negócios de beleza é o maior objetivo do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) ao participar da 9ª edição da Beauty Fair, em São Paulo. Com uma equipe de consultores especialistas na pequena gestão, a entidade oferece auxílio aos empreendedores visitantes da feira com dicas de administração, marketing e jurídicas.
"Queremos mostrar como os donos de salão podem fazer seu negócio rentável", afirma Andrezza Torres, coordenadora nacional de serviços do Sebrae. O assédio do público da Beauty Fair ao estande do Sebrae é alto, e com justificativa. Atualmente, 99,6% do setor de serviços em beleza no Brasil tem faturamento anual de até R$ 3,6 milhões - ou seja, enquadram-se como pequenos negócios, segundo o Sebrae.
São mais de 500 mil negócios de beleza legalizados no país, com um aumento de sete mil empreendedores individuais (EI), por mês, ao segmento. "Hoje, a cidade de São Paulo abre mais salão de beleza do que lanchonete nas ruas", comenta Elderci Garcia, responsável pelo atendimento setorial do Sebrae-SP. O empreendedor que procurar os consultores do Sebrae na Beauty Fair poderá, se for caso, até formalizar o seu negócio.
Entre 2012 e 2013, o estado de São Paulo registrou um crescimento de 48,2% no número de micro empreendedores individuais (MEI) com atividades no ramo da beleza. "É uma curva ascendente, e o nosso trabalho tem ajudado a abrir as portas para a formalização", afirma Elderci. Segundo Andrezza, os maiores benefícios de tornar-se um MEI é criar um CNPJ - uma exigência do mercado na prestação de serviços - e ter a segurança da Previdência.
No entanto, estima-se que apenas 20% dos negócios de beleza no país atualmente sejam legalizados, segundo Andrezza. Consciente da forte demanda do setor, a entidade oferece 42 projetos no país específicos para o atendimento customizado à área de beleza, desde a formação do salão. Entre eles, uma parceria técnica com as empresas L´Oreal e Matrix a fim de gerar oportunidades aos MEIs de tornarem-se microdistribuidores de cosméticos.
Outro projeto, e lançado na Beauty Fair, é o Salão Móvel: duas cadeiras de cabelereiro e manicure montadas dentro de uma van que percorrerá o estado de São Paulo pelos próximos doze meses com consultoria especializada em salões de beleza. "Transformar o fluxo do salão em negócio sustentável e rentável é um desafio. Não basta ser só um talento. O empreendedor tem que entender de todo o negócio", diz Elderci.

Norma de boas práticas
Pensando no futuro do mercado de beleza e cosméticos, o Sebrae espera lançar em março do ano que vem uma norma técnica inédita no país para garantir as boas práticas nos salões de beleza. O projeto tem o apoio da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). "Discutimos a norma em comitê com voluntários, associações e sindicatos. Ela é representativa das características dos negócios de todas as regiões do país", afirma Andrezza.
Outra colaboração do Sebrae ao setor é o apoio ao projeto de lei ´Salão Parceiro´, em tramitação no Congresso Nacional. Seu texto prevê regulamentar a atuação de cabelereiros, manicures e esteticistas como autônomos nos salões de beleza - fora do vínculo empregatício praticado atualmente. O objetivo é reduzir os altos custos de suas carteiras de trabalho. "O ambiente tributário e trabalhista é complicado, e as altas comissões são um impedimento para a atuação destes profissionais sob as exigências da CLT", comenta Andrezza.


Fonte: Cabeleireiros




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