Iodo: por que ele é importante para a saúde do seu filho.

17 de setembro de 2013

Hoje em dia, fala-se muito no cuidado com o consumo excessivo de sal, já que altas quantidades de sódio – um de seus principais componentes – predispõem o organismo humano ao risco de hipertensão arterial. Mas não podemos esquecer que, além do sódio, o sal de cozinha possui iodo em sua composição e é uma importante fonte desse mineral indispensável à nossa saúde.


“O iodo é essencial ao organismo, já que trabalha na síntese dos hormônios produzidos pela glândula tireoide”, afirma Marisa Resende Coutinho, nutricionista do Hospital São Camilo (SP). A profissional explica que estes hormônios são fundamentais para a manutenção do fluxo de energia pelo corpo, seu desenvolvimento físico e neurológico e o funcionamento do coração, do fígado e dos rins, entre outros órgãos. Fernanda Saccoletto, nutricionista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP), lembra, ainda, que os hormônios da tireoide atuam no metabolismo de proteínas, lipídios, água e elementos minerais.

Entre as principais consequências de uma dieta deficiente em iodo estão o bócio (hipertrofia da tireoide, que provoca inchaço na região do pescoço, dificuldade de deglutir e respirar e tosse irritativa) e o hipotireoidismo, que, nas crianças, é caracterizado por fadiga, sono em excesso, pele amarelada e seca, sensação de frio, constipação, baixa estatura, dificuldade de concentração, apatia e atraso no crescimento dos dentes, entre outros sintomas.

Segundo Fernanda Saccoletto, todos esses transtornos podem ser evitados com uma suplementação adequada de iodo. Então, na hora de cozinhar e temperar, opte sempre pelo sal iodado – só tome cuidado para não abusar! Além de leite e ovos, que também são fontes do nutriente, vale incorporar à dieta do seu filho peixes de água salgada.

Flávia Borges, nutricionista do Hospital Infantil Sabará (SP), chama atenção para o fato de que alguns alimentos podem diminuir a absorção do iodo e que, portanto, devem ser consumidos com moderação em casos de baixa ingestão da substância. São eles: cenoura, milho, couve-flor, pêssego, soja, repolho, batata-doce e mandioca.
 
 
Fonte: Saúde 



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