Gestantes terão vacina contra coqueluche gratuita em 2014.

17 de setembro de 2013

Antes só disponível em clínicas particulares, vacina que também protege contra difteria e tétano será disponibilizada pelo Ministério da Saúde.
vacina grávida (Foto: shutterstock)
O Ministério da Saúde publicou este mês no Diário Oficial da União a decisão de oferecer a gestantes a vacina DTPa (tríplice acelular contra difteria, tétano e coqueluche) gratuitamente. Inicialmente, a previsão era disponibilizá-la ainda neste semestre, mas, segundo o Ministério da Saúde, ela estará disponível na rede pública em 2014. Ainda não foram divulgados detalhes sobre campanhas de imunização ou a data exata de seu lançamento.
A iniciativa foi baseada em dados do Ministério sobre os avanços da coqueluche no país - os casos passaram de 2.258 em 2011 para 4.453 em 2012. Dos registros no ano passado, 97% aconteceram em bebês menores de seis meses, idade em que a criança ainda não desenvolveu total proteção contra a doença (o esquema de vacinação dos bebês é feito em três doses: a primeira aos 2 meses, a segunda, aos 4, e a terceira, aos 6 meses). “Embora o resultado ainda não seja comprovado, o que se espera com essa estratégia é que, vacinando as gestantes, elas passem esses anticorpos para o bebê, que já nasceria previamente imunizado”, afirmou Eitan Berezin, presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Atualmente, a vacina DTPa é oferecida apenas nas clínicas particulares de vacinação - e as grávidas podem tomá-la seguindo sempre a recomendação do obstetra. Confira abaixo mais informações sobre a coqueluche.

Transmissão
A coqueluche é causada por uma bactéria transmitida pelo ar, ou seja, por meio de gotículas de secreção eliminadas ao falar, espirrar e tossir.

Sintomas
A doença é caracterizada por espasmos de tosses que podem durar até 30 minutos e se repetem muitas vezes ao dia. Não apresenta febre, mas pode ter coriza na fase considerada catarral, que costuma aparecer após a primeira semana de contágio. Como os adultos já foram imunizados, acabam desenvolvendo quadros mais leves, o que dificulta o diagnóstico.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito com exames laboratoriais e, no Brasil, todos os casos devem ser notificados ao Ministério da Saúde. Se confirmada a doença, são receitados antibióticos imediatamente, porque, principalmente quando atinge recém-nascidos, pode causar a morte. O índice de letalidade nos bebês é considerado alto: cerca de 10% dos que são contaminados não resistem caso o tratamento correto não seja iniciado rapidamente.

Prevenção
A principal medida de prevenção é a vacinação correta: é necessário vacinar as criancas aos 2, 4 e 6 meses e dar reforços aos 15 meses e entre 4 e 6 anos para que a imunização se complete. Todas as doses estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde. Devido ao período de imunização, mesmo quem já teve a doença ou tomou todas as doses precisa se imunizar novamente após dez anos. Ou seja, adolescentes e adultos precisam tomar a vacina, que está disponível nas clínicas particulares. E, a partir do próximo ano, gratuitamente nos postos de saúde para as gestantes.


Fonte: Ministério da Saúde 


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