Viagem ao universo de Inhotim.

19 de junho de 2013

Que tal aproveitar as férias de julho para apresentar a arte moderna às crianças? O Instituto Inhotim, em Minas Gerais, é uma mistura de museu e parque que parece ter sido feito para os pequenos: é interativo, curioso e divertido.


o que fazer em belo horizonte e região 
Brumadinho é uma pequena cidade de Belo Horizonte (MG), mas bem que podia ser uma espécie de sucursal do País das Maravilhas. Aquele mesmo, da Alice. Lá fica o Instituto Inhotim, um espaço que é, ao mesmo tempo, um jardim botânico e um centro de arte contemporânea internacional. Conhecer esse espaço com as crianças leva a uma inevitável comparação com o livro de Lewis Carroll. As obras expostas no Inhotim são tão diferentes das de um museu tradicional que parecem objetos mágicos. 


Os reflexos do Inhotim


Palmeiras, palmeiras e mais palmeiras. A maior coleção do mundo de palmeiras tem
 cerca de 1.400 espécies e deixa ainda mais verde o monumental Jardim Botânico
 do Inhotim /Fotos: Arquivo pessoal
Uma tarde ensolarada no Instituto Inhotim, em Brumadinho, a 60 quilômetros de Belo Horizonte, pode ser um presente. Os cinco lagos ornamentais brilham mais, os espelhos d’água refletem mais, o verde proeminente fica ainda mais verde. Diante de um Jardim Botânico com mais de 4.500 espécies de plantas nativas e exóticas – que incluem a maior coleção planetária de palmeiras e muitos imbés, copos-de-leite, orquídeas e tamboril centenários – você se entende no meio de um surpreendente delírio natural paisagístico (com pitacos de Burle Marx). E depois se lembra de que a botânica é só um pedaço daquele conjunto todo: o maior centro de arte contemporânea a céu aberto do mundo.
E nada melhor do que estar ali numa tarde de sol e de céu azul-turquesa (porque eu sempre vou defender a hipótese de o céu de Minas Gerais tem um azul diferente dos outros, embora o de Brasília também seja estupidamente azul, mas isso é papo para outra hora).

Estive no Inhotim (pela terceira vez) numa terça-feira, dia de entrada gratuita. A tal “lotação típica da terça” nem de perto incomodou, visto que eu era mais um pontinho feliz em uma área visitável gigantesca de 110 hectares. Mas é certo que em janeiro, julho e feriados o excesso de visitantes possa gerar filas nas entradas das 21 galerias, dos três restaurantes e nos pontos de espera dos carrinhos elétricos (que te levam às galerias mais distantes).
A novidade é que a partir de agosto os pavilhões e os jardins estarão nas telas de computadores e smartphones do mundo todo. De graça. O museu aderiu ao Google Art Project, site que permite ao usuário a visualização dos mais impressionantes acervos de centros culturais do planeta, com fotos em alta resolução (no Brasil, a Pinacoteca e o MAM-SP já estão disponíveis online). Em maio, foram capturadas em imagens em 360 graus de quase todas as obras do Inhotim. O engenheiro do Google usou uma tecnologia inédita no Brasil, o Trekker, uma mochila de 1,20 metros de altura com 15 câmeras acopladas. A previsão é de que as fotos estejam no ar dia 6 de agosto.
Na próxima VT de julho, ainda em fase de construção, vamos destrinchar todas as dúvidas dos leitores em relação ao modus operandi do Inhotim, inclusive sobre as hospedagens nos arredores de Brumadinho.
Enquanto isso, uma prévia de toda aquela beleza reluzente para quem ainda não teve a oportunidade de fazer uma visitinha.


50 tons de verde, de dentro e de fora


No solzão do meio-dia


A poesia não tão concreta de uma galeria suspensa sobre um espelho d'água. Neste caso, 
da carioca Adriana Varejão


Adriana Varejão: a parede azul e branca de azulejos portugueses tem alma barroca


O verde, o branco, a sombra e as entranhas agressivas da artista plástica


A piscina de uma das Cosmococas de Hélio Oiticica e Neville d'Almeida reflete as 
projeções e convida para o banho gelado (há toalhas brancas para quem quiser encarar)

As duas perspectivas da galeria do Tunga, a última a ser inaugurada, em setembro de 2012






0 comentários:

Postar um comentário