Papel de avó não é deseducar.

26 de julho de 2012

Como estamos comemorando hoje o dia da vovó, deixo aqui um pequeno texto sobre a importância da vovó na educação das crianças, pois sabemos que é muito comum a avó tomar conta de seu neto enquanto a mamãe trabalha.

Afago de vó é bom e todo mundo gosta. Mas, se ela convive com seu filho no dia-a-dia, colo em excesso representa perigo. O ideal é que vocês atuem como parceiras na educação, impondo as mesmas regras e limites


Pedro, 2 anos, passa as segundas e quarta-feiras no apartamento da vovó Priscilla. Se o tempo ajuda, os dois aproveitam as manhãs para fazer longos passeios pelo bairro. Durante a tarde, de banho tomado, o garoto constrói edifícios com blocos de madeira, brinca com seus carrinhos e folheia livros de contos que foram do pai. Às terças e quintas, a rotina muda um pouco. Na casa da avó materna, Regina, Pedro se esbalda no jardim, pinta e borda com o labrador Buddy e só toma banho no fim do dia. Às sextas-feiras, as avós se revezam. Apesar dos estilos diferentes, Priscilla e Regina têm um ponto em comum: ambas procuram seguir à risca as recomendações da mãe de Pedro, a arquiteta Gabriela Nakagawa, 30 anos. Almoçar e jantar diante da TV, por exemplo, é proibido. "Mesmo que me sinta tolhida, respeitar minha filha é uma questão de bom senso. Ela está formando a própria família, sou apenas uma contribuinte", diz Regina Nakagawa, fisioterapeuta aposentada de 53 anos. Priscilla Bueno, especialista em sistemas, também aposentada de 58 anos, faz coro: "Jamais deixei o Pedro tirar um único enfeite da minha mesa de centro, ajo como se fosse mãe de novo. Se não me preocupasse em educá-lo, prestaria um desserviço a meu filho e minha nora". Gabriela reconhece o empenho das avós - a ponto de perdoar pequenos deslizes: "Não posso me impor o tempo todo, como faria com uma babá. Mesmo que discorde de certas coisas, respeito a posição delas", assegura.

Na opinião da terapeuta de família Maria Tereza Maldonado, autora de Comunicação entre Pais e Filhos (Saraiva), Gabriela, Priscilla e Regina estão no caminho certo. O sucesso dessa relação tão delicada depende de muita conversa e de uma boa dose de tolerância. "Nem sempre mães e avós vão concordar em tudo. Pode haver um ou outro ponto de vista divergente, o que não chega a ser uma incompatibilidade insuperável. A saída é sentar, discutir e construir uma terceira posição", aconselha.
Foi o que fez a funcionária pública aposentada Ilda Duarte, 67 anos. De segunda a sexta, ela cuida de Ana Clara, 6 anos, estabelecendo normas, porque não quer mimar e estragar a neta. Admite, porém, que jamais será durona como sugere a mãe da menina, a funcionária pública Cláudia Duarte, 39 anos. "Antigamente, ficava louca da vida porque minha sogra fazia todas as vontades das netas e permitia que elas escolhessem até o cardápio do dia. Hoje, me pego cometendo o mesmo erro. O que importa, pra mim, é que a Ana Clara coma bem", explica. Cláudia garante que Ana Clara não fica confusa com as posturas diferentes: "Ela já sabe que, na casa da avó, tem permissão para fazer certas coisas que são proibidas em nossa casa". Tudo bem se o acordo for assim, às claras.

2 comentários

  1. Tudo deve ser conversado e as regras precisam estar bem claras.
    Uma ótima semana e sucesso pra você!

    Bjs

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    1. Oi flor,
      Obrigada pela visita e sucesso para vc também.
      Volte sempre.
      Beijos.

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