Aprenda a se livrar das dívidas com o consultor de finanças pessoais, Diogo Gonçalves.
Primeiro vem a troca do carro velho, depois a esperada viagem para o litoral e assim, sem se dar conta, as dívidas começam a acumular na vida de muitos brasileiros. E para você saber de fato se está ou não endividado, o consultor de finanças pessoais, Diogo Gonçalves esclarece a dúvida. Quando se trata de financiamento ou consórcio de propriedades como imóveis e carros, é investimento, mas se o cheque especial e o cartão de crédito têm sido seus melhores amigos, é melhor começar a se preocupar, porque você pode estar endividado, ensina o especialista.
Um dos principais fatores que levam as pessoas a ficarem em débito é a falta de controle financeiro. Diogo explica que existem casos que as pessoas controlam suas finanças, mas não mudam ou se planejam para sair do negativo. “Além de falta de controle, as pessoas se endividam por quererem ter o que não podem ter, é o mal do Brasil, mal das pessoas consumistas, muito em virtude da cultura de consumo e da educação de cada um”, informa.
O cheque e o cartão de crédito também podem ser excelentes fomentadores para a desorganização financeira. Em casos que não se tem o controle, o cartão pode ser tornar um pesadelo. “A pessoa entra em dívidas, paga o mínimo para continuar usando o cartão e isso vira uma bola de neve, desculpe o jargão, mas é isso. O fato é que os juros do cartão de crédito são altíssimos e depois para pagar fica muito mais difícil”, avisa. Já o perigo do cheque consiste que se o recebedor não “entrar” com o cheque no tempo previsto pode gerar gastos desorganizados daquele que emitiu a ordem de pagamento.
Uma das maneiras de “fugir” do saldo negativo é o bom planejamento. O conselho é planejar a dívida da mesma maneira como se organiza uma viagem. Administre a forma, prazo e quanto pagará da dívida. A dívida deve entrar como uma despesa mensal até que seja quitada totalmente. O empréstimo, segundo Diogo, não é uma boa opção, mas às vezes é a única saída.
Saiba quais são os tipos de empréstimos e como você pode usá-los:
• Empréstimo consignado: normalmente os juros são mais baixos porque é um pagamento mensal automático, ou seja, sai da sua conta corrente em um dia específico todos os meses durante um período já estabelecido.
• Cheque especial: juros altíssimos variam entre 10 e 15% ao mês, mas é um dinheiro que já fica disponível (pré-aprovado) pelo banco e a qualquer hora você pode retirá-lo. “O que para mim é um perigo, não gosto e não recomendo, aliás sempre reafirmo para o gerente do meu banco que não aumente meu limite de cheque especial.”
• Cartão de crédito: Os juros podem variar entre 8% e 15% ao mês e é muito perigoso porque os bancos incentivam o pagamento do chamado “mínimo” no cartão, mas pode virar uma bola de neve e juros sobre juros até que a pessoa já não tenha mais condição de liquidar.
• Empréstimo pessoal: normalmente o saldo para saque é baixo e os juros são aproximadamente 3,5% ao mês, dependendo do banco e cliente. Mas pode ser utilizado para qualquer coisa.
DICA: Com o novo patamar de juros, com referência à taxa Selic (que é a taxa básica de juros), recomendo que todas as pessoas que tem dívidas procurem quem os emprestou dinheiro (inclusive os gerentes de seus bancos) e renegociem os juros, ainda que em contra partida, adiantem alguma quantia à vista, vai depender da sua negociação, mas é hora de fazer isto e quem sabe te ajudar a sair do vermelho mais rápido.
Se você não sabe como começar a organizar o seu dinheiro e deseja adquirir uma planilha desenvolvida por “Diogo e sua Grana”, entre em contato pelo Twitter: @diogoesuagrana. A planilha é gratuita.
:: Érica Fernandes e Thais Silva